28 de julho de 2012

Cama Compartilhada: Sim ou Não?

Olá pessoal, voltei com todo o meu glamour (cof cof) e sofisticação! Porque gente, acordar e não escovar os dentes, nem pentear as madeixas, tomar banho em 2  minutos (SIM, DOIS MINUTOS),  comer com uma criança no colo (pra não dizer no peito. Ah! E quando se tem tempo pra comer e preparar algo) não é pra qualquer um não. Por isso que o Senhor fez a mulher e a fez mãe porque nós somos poderosaaaassss!
Mas esse não é o tema do meu post. Sei que estou em falta demais com os posts, mas toda a rotina foi por água abaixo quando o Pedro nasceu. Meus dias se resumem em troca de fraldas com "surpresas" caramelizadas :(, banho (no bebê é claro), lavar roupa (muita roupa de bebê). Fora o telefone que toca quando você não quer, os cachorros do vizinho que passam o dia latindo e uivando me tirando do sério, e sem contar a casa pra arrumar que sempre arrumo quando o baby está dormindo.
Mas aos poucos (aos poucos mesmo e quando o glamour deixar) eu volto e conto sobre a estadia na maternidade, a amamentação (que estou louca para partilhar com vocês), a consulta do primeiro mês e a adaptação (que está sendo cada dia mais fácil, ALELUIAAAAAA) Cada dia mais eu consigo entrar no rítmo do Pedro, estou ficando craque em reconhecer o choro dele. Parece também que tenho uma antena para saber a hora exata de trocar o xixi e sei também diferenciar o barulho de PUM (meu filho é uma comédia, o menino é pequeno mas o barulho de seus flatos... vou te contar, viu?) e de cocô. Mas  não estou aqui para falar sobre isso, a daptação ainda não está 100% para poder vir aqui com mais frequência (o que eu lamento, sinto falta daqui. Me sinto alienada sem poder vir aqui com tanta frequência). [Pausa do Momento: o menino está chorando no nível desesperado!]
Despausa.. [três dias depois...]
Sobre a adaptação, vou começar falando sobre a cama compartilhada.
Como vocês sabem, depois do parto, eu passei duas semanas na casa de minha sogra e nesse tempo o Pedro dormiu na cama conosco.
Depois dessas duas semanas, eu voltei para casa e o Pedro foi para o berço... Não, não foi. Ele ainda ficou um ou dois dias na cama conosco porque eu ainda precisava arrumar o berço dele.
Arrumei o berço e adivinhem? O menino não quis de jeito nenhum ficar no berço. Foi muito choro, muita paciência e saco. Foi uma novela!!!
Mas eu venci! O Pedro chorou, mas finalmente ele entendeu que o lugar dele era no berço.
Mas [pois é, sempre tem um MAS] a anta mãe aqui com pena por causa dos dias frios que chegaram, peguei o guri e coloquei de novo na cama e o menino ficou novamente entre nós no quentinho da nossa cama.
Mas isso estava me prejudicando. Meu filho é muito espaçoso, adora dormir todo largado. E eu tinha medo de bater nele durante a noite ou meu marido e ele dormia grudado em mim a noite toda. Então eu não me mexia e isso rendeu uma boa dor muscular em um lado do meu corpo.
Eu tentei novamente colocar o Pedro no berço. Mais choro, mas paciência e saco e mais um pouco de novela, mas finalmente venci e hoje ele está dormindo novamente no seu lugar.
Mas tive que fazer algumas mudanças em seu berço. Primeiro [como ele dorme no mesmo quarto que nós e o seu berço está ao lado de nossa cama] eu tive que tirar a grade e depois baixar o estrado para que o berço ficasse no mesmo nível que minha cama. Pois é, meu filho dorme olhando para mim. Tive que usar de psicologia.
Bem, eu não sou a favor da cama compartilhada. Na minha opinião, o bebê tem que aprender que ele tem um lugar especial para ele. Certo que nós não resistimos àquela carinha de choro quando vamos em seu berço. Eu às vezes nãoenho resisto, mas tento ser forte porque depois quem sofre é ele que não entende.
E ele vai crescer, dormir conosco enquanto é bebê, tudo bem, mas e depois quando estiver com 1 ou 2 anos?
É isso ai! Essa é a minha opinião e hoje o Pedro dorme em seu berço (sozinho), não preciso nem ficar balançando para ele dormir porque ele dorme sozinho. Está sendo uma benção!
Ah! Desculpa não estar acompanho os posts de acordo com os acontecimentos, meu esposo está chegando muito tarde do trabalho e quando ele chega eu só quero banho e cama. Ficar com criança o dia todo não é fácil, mas é compensador e eu amo cada momento, cada sorriso sem dente que eu recebo...
Nunca pensei que ser mãe desse tanto trabalho, mas também não sabia que me tornaria tão feliz! :)
Bem, segue algumas fotos desse nosso primeiro mês junto e até a próxima!!!




15 de julho de 2012

34 dias depois... (Relato do Parto)

Oi pessoal,
Olha eu aqui de novo depois de 34 dias que meu pequeno nasceu. E a adaptação continua. Nunca pensei que ser mãe fosse tão gratificante. Dá trabalho demais, mas sei que cada dia as coisas vão melhorando. É aquela coisa, você nunca vai ser 100%. Quando acerto em um dia e vou repetir no outro dia a mesma coisa, nunca sai do mesmo jeito. Cada dia é um desafio e nem sempre os dias são iguais.
Bem, mas eu vim aqui falar a respeito do parto. Hoje, graças ao Senhor, estou ótima. Nada de contratempos com os pontos que recebi, a recuperação foi super rápida e hoje já faço tudo em casa (quando o baby deixa, é claro). Estou 100% recuperada e cheia de coragem.
Vamos falar então sobre o meu parto...
No dia 06 de junho eu tive a minha última consulta com O GINECOLOGISTA. Pois é, a minha ginecologista não tinha vaga e eu tive que ter a minha consulta com um homem. Tremi na base por causa da vergonha e do medo do teste do toque. Mas eu amei a consulta. O médico era super fechadão, não era de muito papo. Ele fez o exame do toque e olhou o estado do líquido amniótico (a minha ginecologista só fazia o exame do toque e nada mais). Ao final da consulta, ele falou que eu já estava com 1 centímetro (ou dedo? Nunca entendi isso) e que se eu sentisse alguma cólica (senti assim que sai da consulta) era normal e que se apresentasse algum sangramento também era normal por causa do exame detalhado que ele tinha feito.
Sai toda feliz porque eu já estava desanimada de estar toda santa semana na consulta e nenhum resultado de dilatação. E sai ligando pra todo mundo feliz da vida. Uma amiga minha falou que eu contasse 5 dias a partir daquele dia que meu pequeno nasceria. Me alegrou ainda mais.
No dia 08 de junho, recebo uma mensagem de texto de uma amiga minha que engravidou depois de mim dizendo que a filha dela tinha nascido. Me bateu o desânimo! Eu já estava cansada de esperar... e parecia que todo mundo estava tendo bebê antes de mim!

No dia 10, fui para a igreja pela manhã. Fui até de salto alto! Queria me sentir bonita. Fomos almoçar na casa da minha sogra e mais ou menos 2 ou 3 da tarde (eu perdi a noção da hora) eu senti uma cólica bem fraquinha e pedi para meu marido pra irmos embora porque eu queria descansar. Dormi até as sete da noite e acordei com uma cólica mais forte que estava com intervalo de 20 minutos. Meu marido queria logo que fôssemos ao hospital, mas eu preferi esperar. Quando o intervalo estava de 5 em 5 minutos, lá fomos nós. Isso já era 10 horas da noite.

Chegamos no hospital e eu estava com quase 3 dedos de dilatação. Eles não podia me internar ainda, mas queriam que eu ficasse em observação pois sabiam que eu iria entrar em trabalho de parto logo, mas preferia ir para casa. O médico recomendou que voltássemos somente se a bolsa rompesse ou se houvesse sangramento ou se as contrações ficassem de 3 em 3 minutos. Eles me deram uma carta (como se fosse uma recomendação) para voltar ao hospital dia 12 de junho de não acontecesse nada do que eles falaram: bolsa rompida, contração de 3 em 3 minutos ou sangramento.

Voltamos para casa e eu não consegui dormir a madrugada toda. As dores foram piorando. Quando foi 10 horas da manhã, voltamos ao hospital porque as contrações estavam de 3 em 3 minutos. Dilatação? Quase 5 dedos.

Fui internada as 2 horas da tarde. Fui para a sala de pré-parto e uma prima do meu marido ficou comigo me ajudando com massagens quando as contrações vinham. Eu recomendo que vocês tenham companhia, ajuda bastante na hora da dor.

Eu vomitei no intervalo de uma contração. Detalhe: por causa da dor, eu não consegui comer nada durante o dia.

Eu me recusei a tomar o sorinho. Porque me falaram que as dores iriam piorar e que iam ficar insuportáveis. Me arrependi de não ter tomado assim que entrei na sala de pré-parto.

Detalhe: nunca dê ouvidos a relatos de outras pessoas sobre o parto.

Às 17:15h eu resolvi aceitar o sorinho. A minha dilatação tinha empacado. Ficou de 5 pra 6 dedos durante duas quase três horas.

Ao contrário do que me falaram, não achei que o sorinho piorou a minha dor. O soro fez com o intervalo entre uma dor e outra fosse mais longo. E assim que aceitei o soro, o trabalho de parto acelerou bastante. Eu aceitei ficar no chuveiro (não quis ficar em cima da bola porque tinha medo de cair, a dor era tanta [mas não era algo que eu não suportasse] que minhas pernas travavam na hora.) A minha bolsa rompeu quando eu estava embaixo do chuveiro. Creio que era 18:40h da noite. Quando vieram medir minha dilatação: dilatação completa.

Gente, depois que a minha bolsa rompeu, eu não sentia mais dor. Não sentia mais contração. Eu li que quando a bolsa rompe, as contrações ficam mais fortes e com intervalos menores, pois o útero entra na fase de expulsão do feto. Eu não sentia mais nada!

 Eu tive ainda que fazer força para o pequeno descer para encaixar porque ele estava super alto na minha barriga. Empurrei e quando a médica veio verificar, ele estava coroando já. Fiquei tão feliz... até que enfim aquele dia iria acabar com o meu pequeno nos meus braços.

Fomos para a sala de parto. Eu fui andando. Meu marido assistiu o parto e me deu o apoio que eu precisava, além de me ajudar a empurrar.

Eu empurrei poucas vezes. Creio que umas seis ou sete vezes. Uma enfermeira também me ajudou, eu não sentia mais as contrações. Então ela tinha que colocar a mão em cima da minha barriga para sentir as minhas contrações e me dizer quando eu precisava empurrar. Ela também teve que colocar o braço dela em cima de minha barriga e empurrar o Pedrinho para que ele nascesse. Se não fosse assim, eu teria ficado empurrando por um longo tempo. Todo o processo de empurrar eu fiz com os olhos fechados. Eu não tinha mais forças.

Finalmente o Pedrinho nasceu as 19:39h da noite, super cabeludo, com 50,5 centímetros e pesando 3,385g. Eu não vi quando a médica cortou o cordão umbilical, eu estava meio que em transe. E quando ele nasceu, ele saiu de uma vez, sem aquela paradinha de primeiro a cabeça, depois um ombro e depois o outro. Foi super rápido. E ele não chorou. Meu esposo falou que ele nasceu sorrindo (que fofo). Pena que esquecemos de tirar foto desse momento.

Meu marido acompanhou o processo de limpeza e primeiros cuidados do Pedrinho enquanto eu ficava lá recebendo os cuidados necessários. Eu recebi 5 pontos. E que processo demorado. Fiquei ainda 1 hora na sala de parto depois do nascimento do Pedrinho até ir para o quarto. quando fui para o quarto, colocaram o Pedrinho na maca comigo e eu o amamentei pela primeira vez. E o menino tinha uma fome!

Minha sogra ficou comigo na primeira noite porque eu teria que ficar 6 horas de repouso sem poder me levantar.

Mas enfim, depois eu volto com mais relatos da minha estadia no hospital. Falarei também sobre a amamentação, as cólicas do meu pequeno e do remédio milagroso que estou dando para ele.

Para terminar, vou dizer somente que não adianta eu me basear na dor do parto de terceiros. Cada um vai ter uma dor de grau diferente. E cada uma tolera a dor de forma diferente da sua. Eu fui para o hospital com dor (suportável para mim), mas eu estava preparada para uma dor pior por causa do relato de outras pessoas. Diziam para mim que era a dor da morte, não senti isso. E o que me consolava na hora das contrações era saber que, no dia seguinte, eu não teria mais dor e estaria com a pessoinha mais importante da minha vida pela qual eu esperei 39 semanas e 5 dias. E o parto normal foi a melhor coisa que me aconteceu e eu faria tudo de novo.
Recebendo um pouquinho de calor assim que nasceu...
E valeu a pena porque eu me apaixonei pelo meu pequeno desde o primeiro momento que o vi. E esse momento ficará guardado para sempre no meu coração. E eu estava tão feliz que não cansava de olhar para ele e ficava imaginando como eu fui capaz de gerar e nutrir um serzinho tão perfeito, tão belo e encantador. Eu não consegui dormir por um tempo de tanto amor que eu sentia dentro de mim. E a maternidade começou a florir dentro de mim e eu pude ver que meu coração não era só meu a partir daquele momento.
No dia que saiu da maternidade:13/06/2012


Volto com relatos dos próximos capítulos...

Hasta la vista baby! ;)

A história de Pedro e Mamãe

A história de Pedro e Mamãe