22 de julho de 2014

Sentimentos

Lembro como se fosse ontem o dia em que descobri a gravidez. Lembro do susto que tomei. Foi necessário um mês para me "encontrar" novamente. E ai comecei a "aceitar" a minha condição. Não, eu nunca cogitei em me livrar do bebê e nem tinha pensamentos obscuros e negativos com a gravidez.
Lembro de chorar de fome e estar enjoada até o meu limite e muitas vezes me obriguei a comer por aquela sementinha que precisava crescer dentro de mim.
Não tive nenhuma gravidez romântica e sempre achei bizarro a ideia de um ser crescendo dentro de você e sugando suas energias. Parecia (na minha cabeça) coisa de ET, era meio alien.
Quando começou a mexer e aquelas ondas na minha barriga pareciam anacondas ou solitárias. Pois é! Eu falei que não me sentia maternal.
A gravidez foi passando e o instinto maternal ainda não habitava em mim.
Pensava: "Puxa! Porque eu não consigo me apaixonar completamente por ele?"
O dia tão esperado chegou! A cada contração eu pensava: "Vem Pedrinho!" "O Pedrinho logo estará aqui", mas (ainda) aquele amor avassalador não tinha chegado.
Ai nasceu! Não o vi assim que nasceu! Putz! 24 horas de dor me deixaram exausta! Lembro de sentí-lo sair e entrar em " órbita"! Fechei os meus olhos e descansei. Não sei ao certo por quanto tempo.
Não me trouxeram ele, afinal eu não estava em condições. Elas respeitaram o meu cansaço.
Tempo mais tarde lembrei também que não o ouvi chorar!
Malandro! Já nasceu sorrindo e encantou as enfermeiras! Paquerador o meu pequeno!
Marido que me falou quando perguntei se ele tinha chorado!
Lembro de pouquíssima coisa relacionada à hora que ele nasceu! Lembro do meu esposo vir correndo emocionado e me falar: "Amor, ele é muito branquelo e lindo" e me agradeceu pelo melhor presente que eu poderia ter lhe dado.
Ao lado da sala de parto tinha uma sala com uma janela enorme de vidro aonde eles cuidavam dos bebês que nasciam. Ergui minha cabeça ( minhas pernas estavam erguidas ainda) e tentei ver alguma coisa. Vi uma criança feia de cabelo espetadinho. Marido também falou que ele era cabeludo e era a única criança que eu conseguia ver.
Achei "meu filho" feio.
Sincera eu? Jura?
Não! Aquele não era meu filho! UFA!
Quando me levaram para o quarto, me trouxeram um pacotinho e mal tive tempo de olhar para ele e tiraram a minha "teta" para fora e tome mamar.
Peraí (deu vontade de gritar) ainda não chegou o instinto maternal!
O Pedrinho não queria saber desse instinto pois o instinto da fome era maior.
Puxa vida! Dá licença que a teta é minha e ter alguém me levando pelo corredor com elas a mostra não era bonito e nem confortável.
Chegamos ao quarto e lá tinha uma plateia esperando o Pedrinho. A vovó paterna babona, a titia paterna e duas primas de segundo grau (primas do papai também). E como eu senti o amor que tinham pelo meu filho.
E foi ali que também senti amor pelo meu pacotinho.
O instinto materno afinal já estava comigo há muito tempo, só precisava do momento certo para se revelar.
Por que estou falando desse assunto?
Porque não tem só um segundo dessa minha vida que eu não ame mais o Pedro. E ele veio no tempo certo dele para a minha vida e quão orgulhosa eu sou de ser sua mãe.
Hoje eu vi uma reportagem que me deixou muito triste. Uma criança de três anos morreu carbonizada. Que dor gente! Não consigo imaginar a minha vida sem o Pedro, sem o sorriso dele, sem ouvir a palavra mamãe.
Devia ser proibido a morte de crianças!
Eu só desejo que o Senhor conforte o coração dos pais dessa criança.
E que sirva de exemplo para nós, pois muitas vezes brigamos com os filhos por besteira. Deixamos de apreciar o sorriso deles, de apreciar o "mamãe" que sai dos lábios inocentes das crianças.
Hoje eu acho até desperdício de tempo dormir antes do Pedro, pois quero aproveitar cada suspiro dele.
O amor que sinto por ele é infinito e agradeço a Deus por essa herança maravilhosa!

Pedrinho, eu te amo meu Amorzinho!




10 de julho de 2014

Vergonha...

É! Faz tempo que não apareço por aqui. Nem adianta falar que não deu tempo. Porque todo mundo sabe né?
O Pedro completou 2 anos. Escrevi até uma cartinha para ele no dia do seu aniversário, queria ter postado, mas os dias foram passando.
Parece que quanto mais eles crescem, menos tempo nós temos.
Todos os dias eu tenho que arrumar a bagunça de casa (haja brinquedo espalhado), lavar roupa, lavar os pratos (aqui pra nós, estou de saco cheio de lavar mamadeira).
E o tempo não pára! Sábado passado, acordei disposta a reservar um tempo para escrever no blog, mas ai inventei de lavar casa, lavar roupa, quintal, janelas e até o cachorro levou um banho.
Quando fui ver a hora, eu já estava um caco de cansada. Ai a cria acordou, fui fazer o jantar.
E como esse guri come! Não adianta dar mamadeira na hora do jantar porque ele quer papar "COMIDA, mamãe". Já pega o pratinho dele, senta na mesa e fica esperando.
Já viram que o serviço é dobrado. Marido também tem cobrado tempo. E quem me dá tempo para mim, hein?
Ontem tivemos uma pequena conversa acalorada porque estava no zapzap com " azamigas" e é um momento que temos um pouco de diversão. E nunca deixo de dar atenção ao Pedro.
E sem contar que para fazer os afazeres domésticos, nós não precisamos dar atenção ao filhos né? Mas quando simplesmente queremos um pouco de convívio social (mesmo que pela internet) nos é proibido.
Mas a vida segue e eu no zapzap!
Voltando ao Pedro.
Está falante.
Ainda chupa chupeta.
Adora carne.
Fala pacas e eu não entendo quase ou tudo nada. Eu só concordo.
Adora escovar os dentes. Mas continua sendo uma luta para deixar com que eu escove.
É apaixonado por avião, caminhão, carro e moto.
Da última vez que o mecei estava com 88cm e pesava 13kg.
Adora dar beijo e abraço e eu amooo. Passa o dia todo me abraçando e beijando #adoro2
Comprei a camisa do Brasil para comemorar o jogo do Brasil e ficou um gatinho.
E adora bola....
Depois eu volto com a cartinha que escrevi para ele, sobre o quartinho dele e sobre o almoço que fizemos para comemorar o seu aniversário.
Estou sem computador, o meu notebook está cheio de vírus. Já mandamos formatar, mas acredito que não tem jeito. Ai só me resta o celular para postar e isso me dá um desânimo também.







A história de Pedro e Mamãe

A história de Pedro e Mamãe