26 de setembro de 2014

Tag: Blogueira Por Amor (Vídeo!)

Oi meninas, tudo bem?
Fui convidada para uma Tag bem legal pela Fernanda do blog Que Roubou Meu Coração (que eu adoro, curto e sou fã!). Ela teve a ideia de responder a Tag por vídeo e euzinha, estou seguindo os passos dela. Vai lá curtir também! 
O meu vídeo tá meia boca porque gravei no celular e tentei dar uma melhorada. Prometo que os próximos saíram em melhores condições!
As perguntas estão logo abaixo para as que estão convidadas a participar. 
Espero que gostem!
Beijos

1. Como seu blog surgiu?


2. Por que você se considera uma pessoa que bloga por amor?

3. O que você acha sobre ganhar dinheiro com o blog?

4. Poderia deixar uma dica de como lidar com publicidade/ parceiros e afins no blog?




E as indicadas são:
Leny Alves - Meu Universo
Luísa - Linhas da Mamãe
&
Rafa - Com Ternura e Carinho

Não vou colocar o link, pois todas se encontram na lateral do blog.
E logo mais volto com a programação normal do blog e a saga do "Pais Maus" e o assunto da vez vai ser chupeta!
Boa Sexta-feira!!!

18 de setembro de 2014

Pais Maus - Parte 1

Quando tinha reunião na escola em que eu estudava e minha mãe ia, eu me sentia orgulhosa de ouvir os elogios que as professoras falavam de mim e da minha irmã. E é óbvio que minha mãe também.
Quando eu me tornei mãe, eu (por muitas vezes) me senti insegura em relação à educação que eu queria passar para o Pedro. Quando ele nasceu, eu tinha 24 anos com a mente de 18 (ainda tenho essa mente hahaha). Vou confessar que é um choque muito grande você ser responsável por outra vida. Ao qual você tem que passar valores que foram aprendidos durante toda a sua vida.
E vou te contar um segredo: não é tão difícil quanto dizem, mas também não é tão fácil quanto parece. E nem sempre é um mar de rosas.
Às vezes (quase sempre) eles te enganam dando a entender que não estão assimilando coisa alguma. Ai parece que a casa caiu.
Mas não se apavore! Tem solução!
O Pedrinho tem um gênio fortíssimo que (muitas vezes) fico pensando aonde eu fui amarrar o meu bode! 
Foi muito difícil chegar aonde estamos.
Meu segredo é: 
Não Grite! (Missão impossível número 1, porque provavelmente você vai gritar pedindo por socorro para te internarem num hospital psiquiátrico)
Não Bata! (Missão impossível número 2, porque aquele bumbum de porcelana vai merecer por muitas vezes)
E por último:
Muita calma nessa hora. Conte até o infinito e além cem. Eles estão aprendendo a ser independentes e é normal que teste os limites. Eles querem testar você para saber até onde lhes é permitido chegar.
Não devemos nunca deixar de dar amor, carinho, mas não podemos ser permissivos. Muitas vezes esculto os outros dizerem: "Deixa o muleque! Ele não sabe o que está fazendo!"
É isso mesmo Arnaldo? Devo deixar o muleque fazer o que quiser? Mas e amanhã, como será?
(Quinze Anos depois: Cadê a mãe desse menino?)
Se eu for permissiva hoje, será que estarei "criando" o cidadão do bem de amanhã?!?
Desde pequeno, eu ensinei o Pedro reverência na Igreja na hora sacramental (hora sacramental é aonde todos os membros de reúnem para ouvir os discursos, prestar testemunhos e partilhar do sacramento renovando assim os convênios batismais) e em seus dois anos e 3 meses, ele fica quietinho.
A criança não tira a reverência, pois sabemos que delas é o reino de Deus, mas é dever nosso, pais, a ensiná-las que ali é uma hora sagrada e que merece respeito.
Porque eu estou falando isso?
Porque estamos muito preocupados com o amanhã. Com o destino da água no planeta, com a inflação, com quem será o próximo presidente, na aposentadoria e estamos esquecendo de um detalhe importante: em ser um pai/mãe mau.
Mau? Sim, mau ao dizer "Não" quando for não. Ensinar valores esquecidos por serem caretas.
Eu não quero que meus filhos sintam vergonha em serem virgens quando a maioria não é, não quero que sintam vergonha por serem virtuosos e que tratem seu corpo como algo precioso.
Eu faço isso, eu vivo isso e quero que eles também vivam.
Estamos preocupados com o mundo que estamos deixando para os nosso filhos, mas esquecemos de lembrar qual a qualidade dos filhos que estamos deixando para a sociedade.
Já gritei? Já!
Já bati? Já! Mas não humilhei, não deixei marcas. Sabe aquele tapa de amor não dói?
Não é porque a Lei Bernardo tá ai que eu vou largar meu filho. Porque quando a belezinha estiver com 15 anos e a polícia "pegar" eles não vão perguntar idade. Falei alguma mentira? Essa lei só é válida para os pais, não para os de "fora". (Que fique claro que não concordo com pais/mães que tiram a dignidade dos filhos humilhando-os, batendo...)
Aqui rola respeito!
Quando eu estava grávida, eu vi um cartaz que dizia assim: Adote seu filho antes que ele seja adotado.
Essa frase me tocou profundamente. Por isso, todos os dias eu adoto o Pedrinho quando eu acordo e no final do dia eu agradeço imensamente a grande jóia preciosa que o Senhor me deu para cuidar, lapidar.
Seja uma mãe mau. Não seja uma mãe boa. Não diga sim para tudo. Os " nãos " da vida não vai matá-lo.
O Pedrinho é um onça-pintada. Ô menino difícil de " domar".
Por muitas vezes eu senti vontade se sumir. E me perguntava: aonde estou errando?
E um belo dia: ele simplesmente me obedeceu quando eu simplesmente falei: "vamos conversar com a mamãe?"
Essa é a frase que eu (mais) uso para levá-lo para o cantinho do pensamento. E olha, eu não preciso levá-lo porque ele já vai sozinho! Hehehehe
Ou muitas vezes ele fala que não e volta a ser bonzinho de novo.
Eu não estou tentando ensinar a  fórmula certa para ninguém, mas quero que você saiba que não está sozinha nesse barco. Muitas vezes esse barco parece que vai nalfragar, mas tenha fé e paciência que tudo se ajeita.
Então a campanha é: Dê amor, mas diga Não!
Seja um pai/mãe mau!
Para finalizar essa primeira parte, vou deixar um texto que a professora do Pedrinho leu na última reunião de pais e mestres.
Me senti tão orgulhosa do Pedrinho!



Pais Maus

"Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo.”
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer pão, frutas e vitaminas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne e legumes. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Eles insistiam em saber onde estávamos à toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Papai insistia para que lhe disséssemos com quem iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles “violavam as leis do trabalho infantil”. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Eles insistiam sempre conosco para que disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde. O papai, aquele chato, levantava para saber se a festa foi boa só para ver como estávamos ao voltar.
Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo de tudo para sermos “PAIS MAUS”, como os nossos foram."

A história de Pedro e Mamãe

A história de Pedro e Mamãe