26 de março de 2016

Maternidade: Amor e Culpa

Oi meninas,
Viram que Barra é ser esposa e mãe? A gente acaba ficando meio desequilibrada mentalmente. hahahaha
Mas eu falei simplesmente a verdade. Eu tenho dois meninos e prometo pra vocês que não vou criar um machista. Essa cultura que só mulher tem que fazer serviço doméstico não vai rolar aqui em casa. Quando o Pedro completar 4 anos, vou começar a dar alguma responsabilidade para ele.
Bem, mas hoje (meia noite e eu tenho tanta coisa para fazer mais tarde e eu só na reflexão...) meus neurônios não estão me deixando dormir.
A culpa não está me deixando dormir.
Mas por quê?
Esses últimos dias tenho pensado em que tipo de mãe eu fui para o Pedro.
Porque o primeiro filho é a "cobaia", vocês entendem o porquê, não é?
E pensando bastante eu me senti uma péssima mãe.
Não, nunca faltou amor. Mas olhando tudo o que eu fiz e deixei de fazer pelo Pedro me deixa uma culpa e uma delas é a parte da amamentação.
E eu fico pensando:
Por que eu não insisti?
Por que eu tive pressa?
Por que eu não resisti ao complemento e à mamadeira?
Por quê? Por quê?
Como vocês sabem, eu mesma me proibi de comprar mamadeira para o Daniel. Coloquei na minha cabeça que eu o alimentaria única e exclusivamente com o leite materno.
Eu não teria pressa, eu confiaria no meu corpo.
Lembro que assim que tivemos alta, o Pedro mamava no seio e a orientação (errada) que eu tive é que ele deveria passar meia hora em cada seio. Porque isso era a garantia de que ele tinha mamado o suficiente.
Puro engano e falta de informação e orientação.
E eu toda vez que colocava o Pedro no seio, eu ficava olhando no relógio. Não fiz daquele ato, o mais prazeroso. Eu o fazia com pressa, eu ficava louca querendo que a hora passasse rápido porque para mim era chato amamentar.
Na primeira semana amamentando, meus seios ficaram em carne viva. Toda vez que ele colocava a boca no meio seio, ele ardia.
Eu ainda estava na casa da sogra, eu fui falar com a minha sogra e cunhada e em vez de ouvir um incentivo de que aquilo ia passar e que eu era capaz de amamentar, foi-me empurrado logo uma lata de Nan.
Eu, como um cordeirinho, achei que aquilo seria melhor para o meu Pedro do que o meu próprio leite.
E mais uma vez, a falta de informação venceu.
Consulta do Pediatra e o Pedro mamando no peito não conseguia engordar. Mea-culpa!
Olha ai no que deu toda a pressa!
Tomei remédio para aumentar a produção de leite. E o Pedro só chorava! Dormia 5 minutos e acordava chorando. Era fome e eu não sabia. Meu filho estava passando fome! Eu realmente não tinha muito leite, mas também não tinha a orientação certa de aumentar a produção sem ter que recorrer a remédios.
Passamos dois meses insistindo só no leite materno, mas o Pedro não engordava.
Ai eu, por conta própria, comecei a dar o leite artificial e tivemos paz. Pedro passou a engordar e a dormir muito melhor.
A falta de sono dele não estava deixando-o crescer.
Se eu tivesse tido paciência, tivesse bebido bastante água e não tivesse tido pressa, nós teríamos tido sucesso.
Eu não deixei de amamentar, mas não tinha exclusividade e o Pedro mamou no peito até 1 ano de idade.
Eu amamentava e completava com a mamadeira.
E eu não tive somente pressa na amamentação, eu tive pressa pra ele sentar, engatinhar, andar, se tornar mais independente.
Um pecado!
Deixei de aproveitar fases importantes do Pedro e dessa vez eu estou aproveitando bastante com o Daniel e procuro aproveitar a fase que o Pedro tem passado no momento (menos as birras).
Hoje teve atividade da Páscoa na Igreja e eu o levei. Quando eu fui buscá-lo, ele parou na porta da igreja e falou: mamãe, você me espera aqui bem quietinha ta? Já volto!
Ele foi buscar a lembrancinha da atividade e eu fiquei só observando o quanto ele cresceu. E como eu fico orgulhosa de ver o quanto ele está independente e se vira super bem sem mim.
Esse ano ele fará quatro anos! Quatro anos de puro amor.
Ele é meu companheiro!
Ele me ouve!
Ele conversa comigo!
Ele é meu grude particular!
Ele diz que me ama toda noite antes de dormir!

Eu só sei que agora eu não tenho pressa de mais nada. Aproveito cada sorriso, cada choro, cada birra, cada palavra... cada fase, pois eu sei que esses momentos nunca mais voltarão! E eu só vou viver isso com eles uma vez na vida e eu vou guardar tudo isso no meu coração.
Se eu estivesse menstruando, eu colocaria a culpa desse post meio sem nexo na TPM, mas como não, eu só vou dizer que quando viramos mães, ficamos meio "malucas" hahahaha

Meus dois amores e eu (com cara de cansada)
Daniel com dois meses e Pedro com 3 anos e 9 meses
E a bagunça lá atrás hahahaha

23 de março de 2016

Um desabafo de Uma Mãe Imperfeita

Boa noite meninas
É, andei sumida... Confesso que não rolou vontade de vir aqui. O cansaço que não tive no puerpério, estou sentindo agora.
Faço de tudo pra não poder sair de casa... E as tarefas domésticas estão me estressando. O cesto vive sempre cheio, quando eu lavo, não dou conta de dobrar e guardar. Passar???
Esse é o grande dilema. Porque eu preciso de ajuda para passar roupa. Alguém precisa ficar com o Daniel para eu fazer tal façanha. E esse alguém é o marido (outro motivo de estresse). Por que os homens não entendem que estamos cansadas e que precisamos ter um tempo para nós?
Aqui eu também brigo para ele fazer alguma tarefa doméstica e não me venha com aquele papo que homem tem que "ajudar". Assim como eu tenho minhas obrigações dentro do lar, o homem também tem.
Um dia ele me falou: "mas eu já te ajudo ficando com o Daniel".
Ajuda? Eu ouvi AJUDA???
É, esse pensamento já vira motivo de briga. Sim, eu sou briguenta!!!
Outra coisa que tem me cansado mentalmente é essa fase do Pedro. Muita birra, muita manha, chora por tudo!
Sabe aquele 1% de mãe? Quer sumir!
E não é por causa do Daniel. Ele adora o irmão, faz carinho, abraça, beija, defende o irmão.
E eu tenho tentado ao máximo dar atenção para ele.
Porque meu esposo trabalha bastante e quando está em casa, a atenção para o filho fica a desejar.
Sabe quando você está cansada mentalmente de tudo?
Eu sou despertador, sou mãe, sou pai (muitas vezes), sou cozinheira, faxineira, passadeira, babá, motorista...
E até meu marido me chama de mamãe quando o Pedro não quer fazer algo, ele ja fala: Mamaeeeeee, o Pedro não quer fazer tal coisa....
Juro que meus olhos reviram!!!
Uma das coisas que me irritam profundamente, é meu esposo depender de mim pra tudo... Gente, não preciso adotar nenhuma criança como eu sempre sonhei, porque meu marido ganha o título de filho. Esquece a toalha e já fala: amorrr, cadê a minha toalha?
Eu tenho que lembrar 35757996652 vezes que é dia de colocar o lixo lá fora, lembrar que lugar de toalha molhada não é na cama, lembrar de tirar o prato da mesa...
Um filho não é?
O Daniel começou a choramingar e já já eu vou escutar: amorrrr, o Daniel acordou e eu preciso dormir porque vou acordar cedo para ir trabalhar. E você pode dormir até tarde amanhã...
Posso virar os olhos mais uma vez????
Virei só de lembrar....
E não, eu não vou dormir até tarde amanhã porque uma casa de pernas pro ar me espera novamente....
Depois eu volto com mais um pouco do post desabafo porque o choro do Daniel está ficando potente...
para terminar uma foto dos meus amores. E sim, aqui sempre tem post da realidade. Não tenho uma família de comercial de margarina... É tudo real aqui!!!
Beijos




10 de março de 2016

Suco Maguary de Cajú e a Amamentação

Quando o Daniel tinha uns 20 dias de nascido, eu conheci uma enfermeira que trabalhava num hospital aqui da cidade na área da UTI Neonatal.
Papo vai, papo vem e ela me pergunta se tenho muito leite. Falei que tinha o suficiente para ele.
Na verdade, mesmo tomando Plasil (a médica receitou para tomar durante 15 dias e não fez nem cócegas) e bebendo bastante água, eu não vi muito resultado. Mas o bom era saber que o Daniel não estava passando fome e que o pouco que eu tinha estava alimentando-o ainda.
E parecia que no passo que estava indo, logo eu teria que introduzir a mamadeira. Parecia que eu não era mumu leiteira mesmo. Mas eu estava insistindo e confiando em mim, confiando no meu corpo.
Ai ela me deu algumas dicas (relatei no post anterior Aqui) e me falou do suco Maguary de cajú. Disse que o suco ajudava a aumentar a produção de leite. 
Meio que acreditei desacreditando sabe? Mas não custava tentar não é?
Então, assim que tive oportunidade (e que eu consegui lembrar) quando fomos no supermercado, passei na sessão de bebidas e adivinhem? Tinha suco de tudo quando era sabor, menos de cajú!
Ai se passou um mês e estávamos novamente no supermercado (marido estava indo sozinho a maioria das vezes porque eu não queria expôr tanto o Daniel e o Pedro está na fase de que quer comprar tudo o que vê pela frente #socorro) e eu lembrei do bendito suco e comprei para testar.
Tomei o suco durante dois dias. Fiquei embriagada de tanto suco de cajú e era capaz de arrotar e sair um cajú com a semente e tudo! hahahaha
A minha sorte que eu adoro cajú.
Então, um belo dia, Daniel estava mamando, pegou o seio, sugou e de repente largou e o meu bico parecia um chuveirinho de tanto leitinho que estava saindo. 
Eu fiquei tão feliz, mas tão feliz!
Suco Maguary de Cajú aqui em casa é sagrado. Sempre estou tomando durante o dia, mas como estamos tendo sucesso na amamentação, estou procurando variar em outros sabores porque ninguém aguenta 6 meses de suco Maguary de cajú todos os dias.

Posições para amamentar (imagem google)

Mas sempre volto pro meu suquinho do bem!
Mas fica ai a dica para quem está querendo aumentar a produção de leite. 
Mas o importante é a hidratação, beber bastante líquido e correr pro abraço da amamentação.

O primeiro mês de muito leitinho
(Daniel 1 mês)

Espero que tenham gostado e que tenha ajudado alguém!

Beijos


8 de março de 2016

Amamentação + Dicas

Eu nunca fui uma boa mumu leiteira. Na gravidez do Pedro eu não tive muita informação, não me preparei o suficiente e pensei que o leite simplesmente viria e pronto.
Mero engano!
Tive uma gravidez cheia de estresses! Não me alimentava bem com alimentos nutritivos. Trabalhava e fazia faculdade à noite, eu e meu marido mal curtimos a gravidez a dois. Eu queria ter curtido mais. 
Ai o Pedro nasceu e cadê o leite? 
Passei duas noites na maternidade e só saia o colostro. A nossa primeira noite foi uma maravilha, mas a segunda foi de choro tanto meu quanto do Pedro.
Tá! Eu não chorei, mas senti vontade porque eu não conhecia o meu filho. Sabe aquele choro que nada acalma? Foi a noite dos horrores! 
Não lembro de quando o leite realmente desceu.
Sai da maternidade e fui direto pra casa da minha sogra. E eu, recém parida precisava de quê? De descanso!
Mas quando dava sete horas da manhã, o sobrinho do meu esposo (com dois anos na época), chegava com a mãe e simplesmente abria a porta do meu quarto porque queria ver o Pedro. E eu zumbi por ter dormido tão pouco queria um pouco de paz. 
E gente, maldade levar a criança todos os dias para ver o Pedro. Mas já passou e logo voltei pra minha casa !
Fomos na primeira consulta do Pedro e ele não tinha engordado nada. Tomei remédio (Equilid) para aumentar a produção de leite. Mas eu sentia que havia algo de errado. Ele passava o dia no peito e mal dormia. Acordava a cada 5 minutos chorando desesperadamente.
E ficamos assim quase dois meses e logo eu descobri o motivo de tanto choro.
O meu pedro estava passando fome. Eu não produzia leite suficiente para ele mesmo tomando remédio.
E sucumbi à mamadeira. Compramos fórmula e as coisas começaram a andar e o Pedro engordou rapidinho e passou a dormir muito melhor.
Se eu me senti "menas" mãe?
Claro!!! 
Me senti uma incapaz! Como que eu não conseguia alimentar meu próprio filho? E sentia inveja e raiva (sim, muita raiva) daquelas que conseguiam alimentar os seus bebês e falavam orgulhosas de tal proeza.
Mas ai parei e pensei: "Peraí, meu filho é saudável e lindo. E ele estar alimentado é mais importante do que qualquer orgulho ferido. E não importa se estava se alimentando de mim ou de uma simples mamadeira."

E 3 anos depois engravidei do Daniel e os mesmo "fantasmas" me assombravam. Mas mudei a minha mente, pensei positivo e me preparei.
Tentei não me estressar;
Sai do emprego temporário e que não estava me levando a lugar nenhum;
Curti ao máximo cada momento;
Descansei o máximo que pude.

O bico dos meus seios ficaram tão sensíveis que chegaram a ressecar e quase rachar. A médica mandou passar hidratante corporal e o resultado deu super certo.

Eu estava tão disposta a amamentar exclusivamente (e ainda estou) que não comprei mamadeiras para não cair em tentação e foi uma boa escolha, pois se tivesse comprado eu teria cedido já nos primeiros dias e vez ou outra meu esposo (que não entende que estou cansada com duas crianças) diz que se eu quiser, ele vai comprar fórmula e mamadeira para dar ao Daniel para que eu possa dormir e descansar. E é claro que eu digo que não quero!

O meu primeiro medo com a segunda gestação era com a possibilidade dos seios ferirem com a amamentação. Do Pedro feriu e sangrou! Foi horrível ver o Pedro com sangue na boca.
Infelizmente os postos de saúde não preparam as mães para a amamentação.
Quando o Daniel nasceu e começou a mamar, não senti nenhuma dor de imediato e meus seios não ardiam com o contato com a saliva dele.
Quando voltamos para casa, as minhas vizinhas que acompanharam toda a minha gravidez estavam mega, ultra power curiosas para ver o Daniel e elas me deram conselhos que quero poder passar para vocês e quem sabe ajudar quem esteja amamentando há pouco tempo ou quem ainda vai amamentar e está gravida.

Vamos às dicas?

Tome sempre dois copos de água antes e dois copos de água depois de amamentar.
Eu sempre tenho uma garrafinha de 500 ml de água à mão. E como não sou fã de beber água, eu me obrigo a beber pelo menos 6 garrafas por dia que daria 3 litros de água diariamente. Além das minhas vizinhas terem me falado isso, a pediatra do Daniel também deu essa recomendação.

Coma verduras, legumes e bastante frutas. Evite produtos industrializados e cheios de conservantes, incluindo salsichas, miojos e refrigerantes
A pediatra do Daniel que deu essa recomendação. Ainda peco no refrigerante porque muitas vezes vamos em festas ou na casa das outras pessoas e eu acabo não resistindo e porque também não quero incomodar a dona da casa fazendo-a preparar outra coisa, mas aos poucos vou conseguindo.

Amamente em livre demanda
Não existe tempo mínimo para amamentar. Quando eu tive o Pedro, a pediatra dizia que ele tinha que passar no mínimo 15 minutos em cada seio. E eu acabava contando no relógio o tempo que ele passava porque ele era preguiçoso para mamar. Já a pediatra do Daniel falou que no caso da amamentação mais é sempre mais. Quanto mais você amamenta, mas seu corpo vai produzir e ele que vai dizer quando não quiser mais. E eu dou de mamar sempre que o Daniel quer. Não regulo mais o peito não. Ele mamou tanto hoje que acabou vomitando em cima de mim e me molhou inteira! z(


Use sutiãs que tenham boa sustentação
A minha vizinha falou que é sempre bom usar sutiãs apertados e de boa sustentação. O sutiã apertado vai aumentar a produção de leite. Ela disse que os donos de vacas leiteiras deixam as tetas delas bem apertadas para que a produção aumente. 
Eu não sei se é verdade e nunca procurei saber, mas eu fiz o teste e realmente deu certo. Peguei um top de ginástica que fica bem apertado nos seios e usei duas vezes. Meus seios ficaram tão cheios que cheguei a senti dor em todo o meu corpo como se estivesse gripada e febril. Na ocasião eu não associei ao uso do top, mas quando usei o top novamente e senti os mesmos sintomas, eu pude realmente compreender o que estava acontecendo. E os meus seios ficaram mega quentes e amamentar o Daniel amenizava a dor dos seios cheios.
Mas também não quis repetir o uso do top porque não sou sadomasoquista e chega de ter dor né?
Mas continuo usando sutiãs reforçados nas alças, pois tenho seios fartos por natureza e amamentação eles ficaram bem maiores.

Use conchas de amamentação
Imagem do Google

Umas das minhas vizinhas me emprestou um par de conchas para usar. A minha cunhada tinha falado das conchas, mas eu não conseguia entender como as conchas iriam ficar bem nos seios sem ninguém perceber que você as estava usando. Para mim, elas iam ficar assim:

Imagem da internet
Mas ainda bem que não, né?
A minha vizinha me emprestou e foi uma benção. Achei melhor do que os absorventes pros seios, pois os absorventes acabam ressecando o bico e muitas vezes eu ia trocar o absorvente e ele estava grudado no bico. Imaginem a dor!
A concha de amamentação ajuda a hidratar o bico e quanto mais você usa, mais ela ajuda a produzir mais leitinho pro bebê. 
Eu não sei se vocês sabem, mas o melhor hidratante para o seio não ficar machucado é o próprio leite. Minha mãe mandava eu passar o leite ao redor do bico e colocá-lo no sol, pois o sol é um ótimo cicatrizante. Até as enfermeiras da maternidade falavam de passar o leite ao redor do bico.
A única coisa ruim das conchas eram que não dava para dormir com elas pois elas vazam. Outra coisa ruim é que você precisa esvaziar as conchas várias vezes ao dia e o leite não pode ser reaproveitado.
Muitas vezes eu abaixava para pegar algo no chão e a concha acabava vazando e me molhava inteira e acabava molhando o chão. 

Pronto meninas, essas são as dicas. Eu tenho uma última dica, mas vai ficar no próximo post (quinta-feira) porque esse aqui está muito grande já.
E por aqui já são quase dois meses de aleitamento exclusivo e a melhor de todas as dicas é: amamente sempre que puder, quanto mais ele mama, mais o seu corpo vai produzir. E não há alimento melhor pros filhotes do que esse produzido pelo nosso corpo. 

Quase dois meses de muito leitinho

E que o Senhor nos abençoe com muito leitinho para essas riquezas!

4 de março de 2016

Daniel: O Parto - Parte Final

Desculpem a promessa não cumprida! Estou parecendo até político em época de eleição. hahaha
Mas desde segunda, o Daniel está pedindo por mais e mais atenção. Os gases estão judiando dele, ele solta bastante pum depois do remédio. Mas só quer ficar no colo agarradinho comigo. Minha casa está daquele jeito, pois já são 3 dias de atenção exclusiva. E ainda tem o Pedro lindo da minha vida que precisa de atenção também.
Mas enquanto o papai está com o Daniel no colo, mamãe aproveita!
Vamos lá?

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A bolsa rompeu já era perto das 9 da manhã. Falo pra prima do meu esposo que a bolsa rompeu e ela não acredita. Mas mesmo assim chama a médica.
Hora de verificar a dilatação: 7 dedos e bebê ainda alto.
Os aparelhos para escutar o coração do bebê desse hospital são péssimos e nessa hora, ela apertou o aparelho bem aonde eu sentia contração. Pedi para ela parar porque estava doendo muito e ela disse ser necessário para avaliar o Daniel (eu compreendo que era realmente necessário e eu estava sendo muito chata), como ela não retirou o aparelho e continuou apertando o aparelho contra o meu ventre, eu afastei o aparelho com a minha mão e falei para ela que não! Era realmente difícil ouvir o coração do Daniel com aquele aparelho. Mas doía mais ainda quando ela apertava.

Já estava cansada e chegando ao meu limite. A médica orienta a fazer força a cada contração.
Volto pro chuveiro!
Vontade enorme de fazer cocô a cada contração.
Então a cada contração eu segurava no encosto da cadeira e abaixava o quadril como se estivesse fazendo agachamento, tipo a figura abaixo:


Força que eu fazia era nessa posição segurando no encosto da cadeira

Esse era o quadro que tinha na parede de posições para aliviar as contrações
Eu preferia ficar no chuveiro


Chegou uma hora em que eu não me sentia confortável para empurrar e pedi para chamarem a médica para uma nova avaliação. Falei pra prima do meu esposo que estava sentindo algo estranho lá embaixo. Ela estava com luva cirúrgica e verificou colocando a mão lá embaixo, mas disse não sentir nada, mas mesmo assim chamou a médica.
A médica avaliou e o colo estava totalmente dilatado e Daniel estava quase coroando. Ela disse que se eu prometesse empurrar, nós iríamos pra sala de parto. E lá fui eu pra sala de parto junto com uma enfermeira segurando o "sorinho do mal".
Mal conseguia andar (andava de pernas abertas) e meu corpo fazia força naturalmente. Tive que controlar o meu corpo até estar na devida posição.
Marido entra na sala e fica ao meu lado.
Eu já estava no meu limite. Muito cansada!
Começo a empurrar e solto um grito de dor. A médica fala para ir com calma e que não é preciso gritar. Que deveria me concentrar na hora de empurrar e segurar a força o máximo que eu posso. Eu queria que acabasse logo! 
Empurro mais uma vez!
Fiz força e segurei ao máximo e ele coroou! E eu conseguia sentir tudo!
A médica diz que se eu fizer força e segurar, o Daniel nascia!
Faço força mais uma vez, mas não foi o suficiente. 
Ela me diz que na próxima força ele nascia!
Fiz toda a força que eu podia e ele nasceu e eu meio que cai desfalecida!
Voltei ao meu "eu" quando colocaram o Daniel em cima de mim e eu pude olhar aqueles olhinhos olhando pra mim e ele chorava e eu falava: Oi, meu amor! Mamãe está aqui. Como você é lindo!
Acreditam que logo ele parou de chorar? Me apaixonei e logo vi que ele não era parecido com o Pedro ao nascer e que cabelo! Ele tinha muito cabelo! Santa azia!!!
Ficamos ali nós três nos namorando enquanto a médica costurava a pequena laceração. Dessa vez não foi feita a episiotomia, pois estava fora das normas da maternidade.
Levei dois pontos!
Enquanto a médica me costurava, o pediatra veio buscar o Daniel para os primeiros cuidados. Falou o que seria feito e as vacinas que ele receberia (lembro de nada hahaha). Meu marido foi junto.
O Daniel não tomou banho assim que nasceu e não foi aspirado (isso era um desejo meu e também virou norma da maternidade)
Nasceu às 09:45 da manhã do dia 11 de janeiro de 2016 com 3,600 kg e 50 cm. Com o Apgar 8/9.
A médica termina de "me costurar" e se despede, mas não sem antes de eu perguntar o seu nome. Ela se apresenta como "Aline". Me desculpei pela minha chatice, mas que uma cabeça de 36 cm era a razão de toda a minha dor.
Ficamos nós três lá esperando eu ser liberada para ir pro quarto. E enquanto esperávamos, marido começou a dar a notícia e mandar foto do Dani para os familiares e amigos.
E lá mesmo, o Dani foi amamentado pela primeira vez, quase uma hora depois do seu nascimento.
E que menino forte! 
Todo o meu cansaço foi substituído pelo maior amor do mundo e eu nem lembrei que estava com sono, eu só queria saber de namorar o meu mais novo amor, o meu pequeno menino.





A história de Pedro e Mamãe

A história de Pedro e Mamãe